O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa

Jovem faz curso de informática em Santa Catarina; jovens têm ficado fora do mercado de trabalho por opção das empresas Reprodução/Jornal Hoje A oportunida...

O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa
O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa (Foto: Reprodução)

Jovem faz curso de informática em Santa Catarina; jovens têm ficado fora do mercado de trabalho por opção das empresas Reprodução/Jornal Hoje A oportunidade de crescimento profissional, a boa remuneração e um ambiente de trabalho saudável estão entre os principais fatores levados em consideração pelos jovens brasileiros na hora de escolher onde trabalhar. É o que aponta uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, encomendada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), com mais de 8,8 mil jovens de 14 a 24 anos em todo o país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmaram que a oportunidade de crescimento é o principal motivo para escolher uma empresa. Em seguida aparecem boa remuneração e benefícios (43%) e ambiente de trabalho agradável (31%). A pesquisa indica que a nova geração busca mais do que salário. Para 79% dos jovens, remuneração e benefícios são importantes, mas não representam o principal critério na escolha do emprego ideal. O resultado reforça uma visão mais ampla sobre o trabalho, que inclui bem-estar, desenvolvimento e propósito. Agora no g1 Outro dado que chama atenção é a importância dada à saúde mental: 98% consideram muito importante trabalhar em empresas que valorizem o tema, e 93% afirmam concordar totalmente com essa necessidade. O levantamento também mostra que os jovens querem trabalhar em empresas onde se sintam valorizados. Quase todos os entrevistados (98%) consideram importante que as organizações valorizem os jovens profissionais, e sete em cada dez afirmam que não trabalhariam em empresas que não compartilham dos mesmos valores. Apesar do avanço do debate sobre home office e modelos híbridos, a flexibilidade no trabalho apareceu apenas na quinta posição entre os fatores mais relevantes na escolha de uma empresa, empatada com a localização próxima de casa, também com 20% das respostas. A preferência ficou atrás até mesmo da reputação da empresa, citada por 24% dos participantes. A pesquisa também revela uma forte percepção sobre o papel social das empresas: 98% dos entrevistados acreditam que organizações que empregam jovens contribuem para o desenvolvimento do país, enquanto 96% dizem que elas têm papel fundamental para garantir a empregabilidade da juventude brasileira. Veja os principais dados da pesquisa: 54% priorizam oportunidade de crescimento profissional; 43% apontam boa remuneração e benefícios; 31% valorizam ambiente de trabalho agradável; 24% preferem empresas tradicionais ou renomadas; 20% consideram flexibilidade no trabalho um diferencial; 98% querem trabalhar em empresas que valorizem saúde mental; 98% dizem ser importante que empresas valorizem os jovens; 7 em cada 10 não trabalhariam em empresas com valores diferentes dos seus. Para o superintendente institucional do CIEE, Rodrigo Dib, os dados mostram uma mudança nas expectativas da nova geração. “Questões como saúde mental, ambiente saudável e identificação com valores corporativos deixaram de ser diferenciais e passaram a ser expectativas básicas para os jovens. Esta geração está mais atenta não apenas ao propósito da empresa, mas também à compatibilidade com seus próprios objetivos de vida”, afirma. O levantamento ouviu 8.881 jovens de 14 a 24 anos em todas as regiões do país e tem margem de erro de um ponto percentual. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores